por cristiane gai
Ansiedade na adolescência: como saber se é “só a idade” ou algo mais
A adolescência sempre foi um período de intensidade emocional, mas existe uma diferença entre a inquietação típica dessa fase e uma ansiedade que já está atrapalhando o sono, a escola, as amizades e a relação em casa. Entender essa diferença é o primeiro passo para saber se é hora de buscar ajuda.
Introdução
“Ele sempre foi assim, mais ansioso” é uma frase que muitos pais dizem sobre os filhos adolescentes, muitas vezes tentando normalizar algo que, na verdade, já está pesando bastante na vida do jovem e da família. A adolescência traz mudanças reais: cobranças escolares, comparação social, construção de identidade, primeiras decisões sobre o futuro. É esperado que isso gere alguma tensão. O que nem sempre é falado é: até que ponto essa tensão é parte do processo, e a partir de que ponto ela vira sofrimento que merece atenção.
Sinais que costumam acompanhar a fase
Alguma preocupação com notas, com amizades ou com a própria aparência é parte comum da adolescência. Mudanças de humor, questionamentos sobre o futuro e certa instabilidade emocional também costumam aparecer e, geralmente, convivem com momentos de leveza, motivação e vínculos preservados com a família e os amigos.
Sinais que pedem mais atenção
Já quando a ansiedade passa a interferir de forma persistente no sono, no apetite, na frequência e no desempenho escolar, ou quando o adolescente começa a evitar situações sociais que antes eram normais para ele, é importante prestar atenção. O mesmo vale para um isolamento que se instala, uma dificuldade cada vez maior de conversar em casa, ou um sofrimento emocional que parece desproporcional à situação que o originou. Questões ligadas à identidade, ao gênero e à sexualidade, quando vividas com muito sofrimento e silêncio, também costumam se manifestar através de sinais de ansiedade intensa.
O papel do acompanhamento psicológico nessa fase
Um acompanhamento com abordagem psicanalítica oferece ao adolescente algo que muitas vezes falta nesse momento: um espaço só dele, sem julgamento, para elaborar o que está sentindo. No trabalho da Cristiane Gai, esse processo começa com uma escuta cuidadosa da história e do contexto familiar, seguida de sessões de avaliação com o próprio adolescente. A partir daí, os pais recebem uma devolutiva com orientações, o que costuma aliviar tanto o jovem quanto a família, já que ambos passam a entender melhor o que está em jogo e como seguir daqui para frente. Em muitos casos, o acompanhamento inclui também orientação mensal aos pais, para que o processo terapêutico seja sustentado também dentro de casa.
Conclusão
Se você percebe que a ansiedade do seu filho adolescente já ultrapassou o que parecia ser “só a idade”, não é preciso esperar que a situação piore para buscar ajuda. Agende uma avaliação com a psicóloga Cristiane Gai e ofereça ao seu filho um espaço seguro para entender e lidar com o que ele está sentindo.
Cristiane Gai
Psicóloga infantil e adolescente
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